terça-feira, 5 de julho de 2011

Escolhendo as emoções vividas



          Há algum tempo decidi parar de assistir a filmes muito dramáticos. Percebi que a cada fim de filme eu ficava num estado de tristeza que demorava a ir embora. Parei. Filme de guerra em que o herói perde seu melhor amigo em batalha ou algum outro onde alguém sofre a vida inteira e ainda morre sem justiça. Não sei. Pra se ter ideia até hoje quando me lembro do desenho infantil A Dama e o Vagabundo me dá tristeza. De todo o filme, só gravei o momento em que um dos amigos do casal de cachorros é levado na carrocinha para virar sabão! Até por isso nem me atrevi a assistir Marley e Eu. Achei que com livros seria diferente, mas parece ser ainda pior. Entro totalmente na trama.

 
          Bom, manteiguice derretida à parte, já li algumas vezes que quando imaginamos uma situação, ou nos colocamos no lugar de alguém que vivencia algo, sentimos de fato os efeitos emocionais daquele acontecimento e, portanto, suas consequências físicas. Se você assistiu Cisne Negro, aquele é o extremo da vivência de uma emoção, onde a cada ato da dança a bailarina perfeccionista sofre fisicamente os efeitos representados.

          Portanto, apesar de por muito tempo acreditar que somente enfrentando essa fraqueza eu me tornaria uma pessoa forte, percebi que não é nada disso. Admiro aqueles que conseguem se distanciar da ficção e pensar que é muito importante conhecer todas as faces da vida. No entanto, enquanto não aprendo, vou assistindo às minhas comédias, lendo meus livros não melodramáticos e passando longe do Cidade Alerta!

          Se a vida é feita de emoções, naquilo em que ainda tenho total liberdade de escolha, vou preferir às boas!

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